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um mergulho no grande poeta/dramaturgo SHAKESPEARE, nos Lunáticos que poetaram hoje ,07/02/2003... unindo Letras ,Imagem, História,Música e Poesia ! JF/ 07 / fevereiro/ 2003 Maria Thereza Neves
APOCALIPSE Maria
Petronilho
Viagens transcendentais
Viajam... o meu espelho e o meu
rosto.
Viajam... pelo ontem... quando nova.
Viajam... pela terra do sol posto.
Viajam... Não. As rugas são a prova
de que a viagem já está perto do
fim.
Viajei... na ilusão dos tempos idos.
Viajei... e fui esticando a minha
pele.
Viajei... cantos da boca, descaídos?
Viajei. Não vi mais nada senão «ele»,
no apogeu do nosso amor de folhetim.
Viajarei, enquanto os olhos
permitirem.
Viajarei enquanto tu, alma, me
afrontes.
Viajarei, enquanto mar e céu
fundirem
cada verde e azul em horizontes...
A mente é um eterno trampolim!
Viagens transcendentes! Suportável,
tornam a vida humana. Infelizes,
aqueles cuja mente é imutável...
recusam ver, nas cores os matizes...
nem o odor encontram no jasmim (!)
Laura B. Martins
Há Um Silêncio Hoje. Obras Shakespeare:
"Não
é digno de saborear o mel, Shakespeare
O poeta transcende a vida
por que sente aquilo que nem é seu
percebe a essência contida
e fala de Deus como ateu.
Sente o perfume do ar
e escreve sobre o brilho das estrelas
mas fala sobre o canto do mar
e as cores das eternas aquarelas.
Olha o poeta o mundo
e vê o universo distante
percebe o sentimento profundo
e fala do pensamento constante.
Dizem que o poeta mente
mas é que ele vai mais além
fala daquilo que não sente
mas da vida que nele contém.
by Rick Steindorfer
Resposta
Fernanda Guimarães
Não foi apenas o arco-íris
Que me trouxe até aqui Os olhos viam além das cores Lágrimas e vestígios de dores Desenhados no outono do coração Havia o abandono dos teus passos A caminhar na solidão da saudade Não foi apenas o acaso Que me guiou às tuas mãos Havia portas a serem abertas E o desejo dos meus dedos De tocarem as tuas sombras Acariciando as tortas rasuras Que consumiam o teu peito Não foi apenas tua noite calada Nem o teu grito despido Que me fez abraçar o teu frio E acolher o cansaço da tua tristeza Havia também o meu espelho Que te queria refletido em mim...
Par de Asas
Como eu gostaria de possuir um par de asas,
e comigo mesma conversar! meus sonhos... Perguntar-me o porquê desta ânsia louca de voar?
Ahhh...
e te encontrar!
de uma mãe a amamentar,
e dos meus beijos roçando teus lábios!
para te aquecer, te agasalhar...
SONETO XVI Por que não usas meio mais viril Ao guerrear o Tempo, o sanguinário? E à tua decadência, mais que o vil Poema, não provocas danos vários? Agora estás vivendo os teus amores E diversos jardins, ainda intactos, Germinariam tuas ricas flores, Mais sinceras que teu próprio retrato. Vê como então o herdeiro te repara, Pois o pincel do Tempo ou minha pena Teu mais alto valor e feição rara Aos homens não provocam melhor cena. E se ao mundo te dás, tua beleza Assim persistirá por tal destreza. Shakespeare
água forte cobre entre cortes corrosão ao mar imprimo dobras marca-d água na areia enquanto aquarelo marinhas ou navego azul quando escrevo uso a linha do horizonte em ácida composição de onde trago águas-vivas a quem não pode ter visão que do mar precisa Helena Armond JÁ ESTIVEMOS JUNTOS
Josemir Tadeu
Muito dificil querer represar,
Uma vontade silente.
Por mais que queiramos esconder.
Nossos sorrisos demonstram...
Por vezes busco lá no brilho das estrelas,
Alguém a quem eu possa segredar
Minhas vontades escondidas.
Minhas reações incontidas
Minha tendências furtivas.
Sempre busquei viajar,
Na imensidão azul que se cumplicia com o belo.
Sempre escolhi... busquei...
Na realidade.é óbvio que já existiram
Entre nós outros projetos similares.
Que já um dia num estágio qualquer,
Formamos pares....
É claro e bastante latente,
Que antes de qualquer coisa.
Entre nós existiu um sentimento crescente.
Que jamais se contentou com uma só existência..
Tenho certeza absoluta
Que caminhamos por diversas estradas
Nas manhãs, nas noites, nos dias, nas madrugadas.
O que me importa agora é saber
Quando estarás.
E quando estiveres,
Onde estarei?
SONETO XXXVIII Como pode querer tema minha Musa, Se vives e ao meu verso estás doando Teu próprio tema sem que reproduza Algum papel vulgar tal brilho brando? Oh! louva-te a ti mesmo, se algo em mim Achares de valor com olhar honrado; Pois quem tão vil será que não, enfim, Fala de ti, se és luz de todo achado? Sê então a Musa dez, que vale dez Vezes do rimador as nove herdades, E àquele que te invoca deixa a vez P'ra que seu verso dure à eternidade. Se a minha Musa vale por memória, É meu o esforço, mas é tua a glória. Shakespeare Estava Tudo Virado Elane Tomich Estava tudo virado! O avesso deste lado, o doido de estimação cantando no meio da praça, uma salmo de paz e graça, beatas dançando baião. Estava tudo virado! O direito do outro lado um cheiro de marzipã, você co' a alma ao meu lado, alvorada anfitriã num hoje tão amanhã. Virado e revirado! Um bagunçado arrumado, brisas nas mãos de Iansã, quarta-feira, feriado, mil ditongos de vogais, subtraindo alguns ais. Menos os ais de se dar nas manchetes dos jornais "Campanha de perdoar" diziam os classificados, "Despoluição de amar"... Estava tudo virado! Ai!...E você do meu lado! ouvindo o noticiado, da liberdade de amar de qualquer jeito e feitio e estava em estado de sítio, culpa e fome a sangrar. Bem nas páginas do meio os jornais em alardeio diziam:"Hoje deve ser feito o que faz de fato, efeito! Mutirão de empolgamento, seguindo os Dez Mandamentos" E tudo tão revirado, um jeito de amar espantado, um querer correndo a mil e era linda a manhã! E, voltaram ao meu Brasil, florestas de orubatãs. SONETO XLVII Entre olho e coração um pacto distinto, Bem servir um ao outro deve agora. Quando para ver-te o olho está faminto, Ou a suspirar de amor o coração se afoga, O olhar desfruta o retrato de meu amor, E o coração ao banquete figurado Convida. De outra vez, ao imaginado amor O olhar a tomar parte é convidado. Assim, por meu amor ou tua imagem, És sempre presente ainda que distante, Pois não podes do pensar ir mais além Se estou com ele em ti a todo instante. Se adormecem, tua imagem na minha visão Desperta ao deleite vista e coração. Shakespeare Eu Amo Você Pezente Amo seu sorriso Alegre e sedutor... Cabeça sem juízo Mas, repleta de amor. Amo seu caminhar Solto e provocante; Um convite para amar, Doce promessa de amante. Amo sua mão macia Que me faz carinho Quando volto, no fim do dia, À procura do meu cantinho. Nesses longos dias de nossa vida, Que nunca vou esquecer, Adoro você querida, Não canso de amar você! Eu Amo Você Rosa Pena Adoro esta forma que tens de me amar. Plantastes em mim a semente, Desse sonho que não mente. Que vontade de contigo, deitar e rolar. Esquecer da vida ,a despedida Não mais pensar em amor contraditório. Amar a ti, mesmo que transitório Aproveitar cada minuto da vida. EU AMO VOCÊ Tekasouza Quisera amar desse jeito Mesmo que fosse transitório Ter um ombro amigo como abrigo Que alinhasse meus cabelos ao vento Nos meus olhos, lesse meus pensamentos. Do meu corpo, fizesse sua morada Nos seus braços repousasse, cansada Minha busca eterna, incessante De ter alguém, ouvir e dizer: -Eu amo você! EU AMO VOCÊ Marineide Miranda De uma forma doida A única forma que conheço Sem medidas, sem mentiras... Uma forma desmedida Que voa mesmo sem asas E não se preocupa com o tombo depois do VÔO... Aterrissamos sempre... QUER queiramos... quer não queiramos... Nada é eterno!!! Nem mesmo o sentimento mais terno!!! Tudo é sonho... atalhos... buscas!!! Saídas, chegadas, tombos!!! Somos meros viajantes... Em busca do raio de sol...
QUERO AMAR
Zelisa Camargo
no calado de minha alma
na quietude de meus dias
pensados e vividos
a tua espera
sentindo sua presença
entrando dentro do meu ser
fazendo-me sentir
plena e realizada
amada
desejada
mesmo nessa distancia
que hora existe entre nós
mas o amor
quando é amor
não existe tempo e nem espaço
ele preenche todo o nosso ser
numa cadencia
imensa e maravilhosa
e somos felizes
mesmos nessa diatancia
nessa saudade
e vontade de ter voce bem pertinho de
mim
e poder te amar
ate morrer
e se findar nesse encanto
de sua pessoa
seu amor
seu ser.
SONETO LXV Se a morte predomina na bravura Do bronze, pedra, terra e imenso mar, Pode sobreviver a formosura, Tendo da flor a força a devastar? Como pode o aroma do verão Deter o forte assédio destes dias, Se portas de aço e duras rochas não Podem vencer do Tempo a tirania? Onde ocultar - meditação atroz - O ouro que o Tempo quer em sua arca? Que mão pode deter seu pé veloz, Ou que beleza o Tempo não demarca? Nenhuma! A menos que este meu amor Em negra tinta guarde o seu fulgor. Shakespeare
Fases 369 - Amo by-Caio Lucas Não sei de mais nada, quero e pronto! Sua alma levou a minha daqui, você agora tem meu domínio, não sei mais como eu te quero. Não é tão dificil me amar, mesmo ausente quero assim, todos os sabores estão guardados, até o gosto da pele após o banho. Ouço uma música de um filme antigo, lembro seu caminhar lento pelo salão, meus olhos seguindo os passos, dentro atento às lembranças, vem um sorriso. Não quero gostar por nós dois, uma vez na vida vou amar só minha parte, não adiantam as estrelas sem paixão, o gosto do silêncio fica amargo depois do amor. Só sei dizer assim como te amo, larguei por aí coisas de paixões velhas, nenhuma palavra diz mais que meus olhos, nem o boa noite com o seu corpo no meu. 06/02/2003
Um grito pela vida
Fatima
Dannemann
Cante, passarinho!!! Não lamente, pois a vida é bela!!! Do alto do galho mais alto da selva, cante a vida, para que o mais teimoso de todos os predadores possa sentí-la. Voe, passarinho, como a pomba após o dilúvio mostra um sinal de vida, para que o mais teimoso dos tecnocratas sinta que a vida não é só high-tech que é mais do que isso... Cante e voe Voe e cante... Para que tecnocratas e predadores se lembrem que eles próprios são seres vivos.
SONETO LXX Se te censuram, não é teu defeito, Porque a injúria os mais belos pretende; Da graça o ornamento é vão, suspeito, Corvo a sujar o céu que mais esplende. Enquanto fores bom, a injúria prova Que tens valor, que o tempo te venera, Pois o Verme na flor gozo renova, E em ti irrompe a mais pura primavera. Da infância os maus tempos pular soubeste, Vencendo o assalto ou do assalto distante; Mas não penses achar vantagem neste Fado, que a inveja alarga, é incessante. Se a ti nada demanda de suspeita, Shakespeare SONETO LXXXVIII Quando me tratas mau e, desprezado, Sinto que o meu valor vês com desdém, Lutando contra mim, fico a teu lado E, inda perjuro, provo que és um bem. Conhecendo melhor meus próprios erros, A te apoiar te ponho a par da história De ocultas faltas, onde estou enfermo; Então, ao me perder, tens toda a glória. Mas lucro também tiro desse ofício: Curvando sobre ti amor tamanho, Mal que me faço me traz benefício, Pois o que ganhas duas vezes ganho. Assim é o meu amor e a ti o reporto: Por ti todas as culpas eu suporto. Shakespeare SONETO CV Não chame o meu amor de Idolatria Nem de Ídolo realce a quem eu amo, Pois todo o meu cantar a um só se alia, E de uma só maneira eu o proclamo. É hoje e sempre o meu amor galante, Inalterável, em grande excelência; Por isso a minha rima é tão constante A uma só coisa e exclui a diferença. 'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo; 'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento; E em tal mudança está tudo o que primo, Em um, três temas, de amplo movimento. 'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora; Num mesmo ser vivem juntos agora. Shakespeare
Meu avesso
Como ventania Meu avesso, minha ilusão Pesquisa / Formatação / TT / MariaTherezaNeves
Música: Sonata |
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