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Pablo Neruda
Fases 359 - Liberdade
Dobro sobre seu corpo
para descobrir sua alma, revelo algumas partes escondidas, mostro-lhe o espelho refletindo rostos e dores guardadas.
Sinta nas linhas do rosto o plural do
riso,
invista em suas tramas e voe para fora de sua gaiola.
Não deixe ser engolido pelo medo
ou por um simples conjugar do verbo.
Se amar, ame, livre, antes do outro.
05/02/2003
Pablo
Neruda
Lenine
Eu faço poesia
no sentimento de plenitude
principalmente, na essência do
amor
na alegria da vida
na fé e no conhecimento de Deus.
Pouco falo da dor
por considerá-la um impulso
que o universo me empresta
para que eu cresça mais um
pouco...
Não penso em poesia
como se fosse ela, filha do
sofrimento
pois ela é muito mais do que
isso,
é a conexão com a alma
com a energia da calma
e a ternura de viver.
®Rick Steindorfer
“
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que
solidão errante até tua companhia!
Seguem
os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em
taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas
tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos
desde a roupa às raízes,
juntos
de outono, de água, de quadris,
até
ser só tu, só eu juntos.
Pensar
que custou tantas pedras que leva o rio,
a
desembocadura da água de Boroa,
pensar
que separados por trens e nações
tu
e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com
todos confundidos, com homens e mulheres,
com
a terra que implanta e educa cravos.”
Neruda
FOI-SE EMBORA O MEU AMOR
Carmem Ribeiro
Foi-se embora o meu amor.
Perdeu-se nas palavras não ditas, palavras que tanto esperei na ilusão de ser amada. Foi-se embora o meu amor. Perdeu-se nos seus medos, na sua forma limitada de querer insistindo em não ver que eu queria só você. Foi-se embora o meu amor, perdeu-se na sua insensibilidade, nos carinhos dados sem receber, nas dores da sua ausência. Foi-se embora o meu amor. Perdeu-se no sangue das feridas, no tanto que me machuquei até entender e me libertar. E agora não amo mais você. A noite na Ilha
Dormi
contigo a noite inteira junto do mar, na ilha.
Selvagem
e doce eras entre o prazer e o sono,
entre o fogo e a água.
Talvez
bem tarde nossos
sonos se uniram na altura e no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento move, embaixo como raízes vermelhas que se tocam.
Talvez
teu sono se separou do meu e pelo mar escuro
me procurava como antes, quando nem existias, quando sem te enxergar naveguei a teu lado e teus olhos buscavam o que agora - pão, vinho, amor e cólera - te dou, cheias as mãos, porque tu és a taça que só esperava os dons da minha vida.
Dormi
junto contigo a noite inteira,
enquanto a escura terra gira com vivos e com mortos, de repente desperto e no meio da sombra meu braço rodeava tua cintura.
Nem
a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi
contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra, de água-marinha, de algas, de tua íntima vida, e recebi teu beijo molhado pela aurora como se me chegasse do mar que nos rodeia .
Neruda
SAGRADO
AMOR...
Cristina Pilan Oliveira
Que a cadência
do vento, te embale.
Meu sagrado
amor...
Envolto em
sinfonias de celeste luz.
Afago teu
rosto...
Meus dedos em
tua pele...
Carícia em
flor.
Desfolhando pétala
por pétala.
Abro meu coração,
em formato de caixinha de música.
Danço para
ti, doce melodia.
Te protejo...
Com um beijo,
elimino o teu sofrer.
Plenitude de
almas.
Simetria de
sentimentos.
Ideal maior do
meu viver...
Antes
de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei
pelas ruas e as coisas:
Nada
contava nem tinha nome:
O
mundo era do ar que esperava.
E
conheci salões cinzentos,
Túneis
habitados pela lua,
Hangares
cruéis que se despediam,
Perguntas
que insistiam na areia.
Tudo
estava vazio, morto e mudo,
Caído,
abandonado e decaído,
Tudo
era inalienavelmente alheio,
Tudo
era dos outros e de ninguém,
Até
que tua beleza e tua pobreza
De
dádivas encheram o outono.
Neruda
Amor?...
sinto o amor como se um todo fosse como pequeninos pedaços desse todo seriamos o sentiríamos e viveríamos a procurar aquele outro pedacinho para casar que vai se encaixar e comungar formando seu par, pois juntos... o par é que pode captar o sentimento de amar e no todo, o par no amor se integrar GEORGE ALVES - JOE
Dois...
Apenas dois. Dois seres... Dois objetos patéticos. Cursos paralelos Frente a frente... ...Sempre... ...A se olharem... Pensar talvez: “ Paralelos que se encontram no infinito...”. No entanto sós por enquanto. Eternamente dois apenas.
Neruda
Vestida de Anjo
Iracema Zanetti
Sou poeta de palavras poucas...
lá pras
bandas
Plínio Sgarbi
nos meios
espaços
dos lugares escuros nas veias correm o sangue imundo que clareiam a sujeira do submundo cheiros de fumaça nos bordéis a puta inalou e sonhou buquê de flores de laranjeira com o sim na beira do altar prazeres lascivos, vacilou barriga ganhou filhos com coronéis no fio de velhas calçadas descartam suas crias gabrielas de Amado crianças e mendigos se fazem herdeiros direitos adquiridos nos quartos dos puteiros ossos do oficio formam cafetinas gigolôs contos, cantos, copos e jagunços ganham nas pontas das facas garrafas em garrafas bebem corpos esperam um próximo trem para mandar alguém a estação além em nome do pai amém O Som do
Silêncio
Por trás dos
meus silêncios
Estão teus olhos postos em mim Sorrateiros em respiração contida Percorrendo na ponta dos pés meus pensamentos Lapidam-me serenos na penumbra Tocando palavras não ditas, emoções secretas Que visto no enigma dos meus lábios Por trás dos meus silêncios Existem tuas mãos que me desnudam Feito girassóis a desabrochar em jardins vulcânicos Acariciando a primavera que eclode em meu corpo E no vozerio dos matizes que se abrem Arco-íris cintilam bordando tuas cores Que flutuam em cascatas de desejos floridos Por trás dos meus silêncios Assalta-me a fotografia dos teus abraços Que revelam arrepios em minha pele E quando ao céu da tua boca me entrego Beijo as estrelas que fazes em mim brilhar Abstraem-se os sons do universo, rendidos que são À ternura que grita na mudez dos nossos lábios Por trás dos meus silêncios Existe um coração que fala, pulsando-te...
Para:
Alberto
De:Elane
Assunto:
de amor, poesia.
Como em
versos nos amamos!
E em ti me vejo sem medo, dúvida ou pejo neste beijo de poesia. Ai de nós, poetas que estamos juntos ...Mesmo a sós... Frágeis, sempre propensos às desmedidas delícias de breves , profanos dias, em vôo de amor , suspensos em despedidas e atalhos, em sazonais prazeres, primaveris desdizeres ou juvenis atos falhos. E em dores frias de inverno o teu canto terno, eterno encanto minha proteção, meu manto. monossilábico pranto alegria feita senão , incerta intenção de verão, amor de frente, de proa inquieta emoção à toa! Saudades...
Delasnieve Daspet
VEM
VENTO
JAZINHA
VEM
VENTO FORTE, ENGANA O TEMPO,
PASSA NA
FRENTE! CHEGA LOGO...
CORRE
BRAVO!
PRA
VARRER MINHAS TRISTEZAS
QUE A
SAUDADE ESPALHA NO PEITO,
ESCRAVO...
VASSALO
DE AMOR PERDIDO
QUE
PASSOU À GALOPE, AVENTUREIRO
PÔS
NA GARUPA MEUS SENTIMENTOS
LARGOU
AS RÉDEAS DO TEMPO... SUMIU...
O
BANDOLEIRO...
SONHEI
QUE HAVIA ENCONTRADO
O
MEU CAVALEIRO ANDANTE
QUE
EM SEU CORCEL ME LEVARIA...
PORÉM...
FOI SÓ TOMBO...
CORAÇÃO
DESESPERADO...
PEDE
AJUDA AO PRIMEIRO PASSANTE:
VEM...VENTO
FORTE...ME LIBERTA...
FAZ
DE NÓS DOIS VENTANIA
MOLEQUE
SAFADO
NALDOVELHO Moleque safado Virado do avesso Escreve um poema Tu tens o endereço Assina teu nome Seduz teu apreço Arromba a porta Ou pula a janela E toma de assalto Quem te desespera Moleque safado De pele orvalhada Plantou madrugadas Colheu sentimentos Na beira do dia Feitiço e magia Poesia vadia Custou quase nada Num simples momento Bebeu da saudade E das tramas da vida Herdou nostalgias Moleque safado Teu nome é desterro Cidade nublada Não tem cabimento ! Tu tens um segredo Guardado no peito Quer ter uma musa Amante e nua Quer ter novamente Um sorriso abusado E andando de lado Compor um chorinho Tocar cavaquinho Fumar um cigarro Tomar um conhaque Fazer serenata Moleque abusado Poeta é o teu nome Não tem sobrenome Nem tem moradia Mas tem um amor Segredo escondido Que eu vou respeitar.
Me gustas cuando callas
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
pelo caminho
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca. Parece que los ojos se te hubieran volado y parece que un beso te cerrara la boca. Como todas las cosas están llenas de mi alma emerges de las cosas, llena del alma mía. Mariposa de sueño, te pareces a mi alma, y te pareces a la palabra melancolía. Me gustas cuando callas y estás como distante. Y estás como quejándote, mariposa en arrullo. Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza: Déjame que me calle con el silencio tuyo. Déjame que te hable también con tu silencio claro como una lámpara, simple como un anillo. Eres como la noche, callada y constelada. Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo. Me gustas cuando callas porque estás como ausente. Distante y dolorosa como si hubieras muerto. Una palabra entonces, una sonrisa bastan. Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto Neruda mágoas não escrevo estanco lágrimas dos olhos dores do peito ânsias da saudade não posso descrever o que não compreendi somente destravar pensamentos pedaços anônimos que ficaram em mim pelo caminho... MariaTherezaNeves
Obra de
Neruda
Música: Sonata
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