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A crise
econômica se aprofunda e mergulha o Brasil
na inflação e na recessão. Crescem os
partidos de oposição, fortalecem-se os
sindicatos e as entidades de classe. Em
1984, o país mobiliza-se na campanha pelas
Diretas Já, que pede eleição direta para a
Presidência da República. Mas a emenda é
derrotada na Câmara dos Deputados em 25 de
abril.
Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio
Eleitoral escolhe o candidato Tancredo Neves
como novo presidente da República. Ele
integra a Aliança Democrática – a frente de
oposição formada pelo PMDB e pela Frente
Liberal, dissidência do PDS. A eleição marca
o fim da ditadura militar, mas o processo de
redemocratização só se completa em 1988, no
governo José Sarney, com a promulgação da
nova Constituição.
Para onde
vamos?
"O Brasil está
mudando" - esta frase foi muito ouvida na
chamada "Nova República". De certo modo,
expressava o que muitos brasileiros
gostariam que acontecesse. Mas será que o
novo mais uma vez não vinha misturado com o
velho? Sarney e Collor se criaram no regime
militar. Itamar e FHC vieram da oposição
consentida pela ditadura, nunca foram
"opositores" de fato... E a esperança na
oposição que chega ao pódio se esvai...
Velho dilema brasileiro: mais se muda, mais
permanece a mesma coisa. Quando não piora
muito, como tem acontecido nos últimos
desgovernos que temos tido...
Tancredo Neves, José Sarney, Fernando
Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique
Cardoso e Lula. Um novo Brasil com velhas
coisas. Inflação, miséria, violência,
corrupção, desigualdade social, compadrio,
práticas de favor, políticos venais. Pouca
coisa mudou de fato desde que as primeiras
caravelas lusitanas chegaram por aqui.

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