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Gravemente
doente, o presidente é substituído por uma
Junta Militar formada pelos ministros do
Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O
vice-presidente, o civil Pedro Aleixo, é
impedido de tomar posse.
O medo de que
o civil Pedro Aleixo assumisse compeliu as
Forças Armadas a assumir o controle. A
desconfiança em relação aos civis era
notória, particularmente por ter o
Vice-presidente Aleixo se posicionado em
desacordo com o AI-5. Não que ele fosse um
democrata, mas a radicalidade do Ato era
demasiada.
A junta militar foi integrada pelas três
Armas: a chefia competia ao Gal. Lira
Tavares, mas junto ao Almirante Augusto
Rademarck e ao Brigadeiro Márcio de Sousa
Melo. Governou por dois meses: de 31 de
agosto de 1969 até 30 de outubro do mesmo
ano.
A Aliança de Libertação Nacional (ALN) e o
Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8),
grupos de esquerda, seqüestram no Rio o
embaixador norte-americano Charles Elbrick.
Ele é trocado por 15 presos políticos
mandados para o México. Os militares
respondem com a decretação da Lei de
Segurança Nacional (18 de setembro) e com a
Emenda Constitucional nº 1 (17 de outubro),
que na prática é uma nova Constituição, com
a figura do banimento do território nacional
e a pena de morte nos casos de "guerra
psicológica adversa, ou revolucionária, ou
subversiva".
Ainda no final
de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella,
é morto em São Paulo pelas forças da
repressão.
Decretou-se
também a reabertura do Congresso, após dez
meses em recesso. Em 25 de outubro de 1967,
os parlamentares elegeram Emílio Garrastazu
Médici para a presidência.

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