O PLANETA TERRA EM PERIGO

Estima-se que a Terra tenha cerca de cinco bilhões de anos.

A crosta terrestre é mais "nova": três bilhões, contados a partir do teor de chumbo presente em materiais radioativos.

Assim como o desenvolvimento humano pode ser dividido em fases, como a infância, adolescência, vida adulta e velhice, a Terra também possui diferentes etapas, de acordo com o estudo de seu relevo e formação do solo. São as eras geológicas.

A capacidade do homem de modificar a natureza fez com que a Terra, hoje, se tornasse muito diferente do que seria sem a presença da nossa civilização. A cultura, exclusiva dos humanos, marca a ruptura com os outros animais e muda o sentido das necessidades básicas dos seres vivos: alimentação, reprodução, proteção do frio e da chuva, por exemplo, são hoje adaptados à cultura de acordo com os diferentes locais e épocas onde vive o ser humano.

As alterações que o homem faz à cultura e à natureza, embora busquem melhorar a vida no planeta, muitas vezes lhe são prejudiciais. A destruição das florestas, a poluição do ar e das águas, o problema do lixo e do esgotamento sanitário lançados nos rios, a caça predatória são exemplos de ameaças ao equilíbrio da Terra.

Destruição da  Camada de Ozônio

A formação da camada de ozônio, há 400 milhões de anos, foi crucial para o desenvolvimento da vida na Terra. Situada na estratosfera, entre 20 e 35 quilômetros de altitude, essa camada tem cerca de 15 quilômetros de espessura e funciona como uma espécie de escudo do planeta, impedindo a passagem de parte da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.

A camada de ozônio composta de um gás rarefeito - o ozônio. A destruição dessa camada se deve à emissão de poluentes no ar, sendo o cloro presente em clorofluorcarbonetos (CFCs) seu principal inimigo.

Ele é usado como propelente de sprays, em chips de computadores e, principalmente, em aparelhos domésticos, como geladeira e ar-condicionado. Este gás, encontrado principalmente em aerosóis, destrói as moléculas de ozônio. Sem a proteção da camada, diminui a capacidade de fotossíntese nas plantas e aumenta o risco de desenvolvimento de doenças, como o câncer de pele e doenças nos olhos, como a catarata.

As campanhas para a redução ao máximo do gás CFC deram resultado mas, apesar disto, o buraco na camada de ozônio continua a aumentar. Em setembro de 2000, o buraco sobre a região da Antártica atingiu, segundo a NASA - a agência espacial norte-americana - um tamanho recorde: 28,5 milhões de quilômetros quadrados, o triplo da extensão territorial dos Estados Unidos.

Alguns países continuam emitindo CFC em grandes quantidades. Os Estados Unidos são o maior produtor desse gás no mundo, apesar de saberem quão prejudicial é manter seu uso. Felizmente, o Brasil só utiliza CFC em 5% dos seus aerossóis. O gás é substituído por uma mistura de outros gases: butano e propano - muito mais barata e menos perigosa à natureza.

São dois os químicos que, em 1974, chamaram a atenção para a relação entre o CFC e a diminuição da camada de ozônio: o norte-americano Frank Rowland e o mexicano Mario Molina, ambos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 1995.

Em 1992, um novo vilão aparece para perturbar a camada de ozônio. Trata-se do brometo de metila, inseticida utilizado em plantações de tomate e morango e muito mais nocivo que o CFC, apesar de existir em menor quantidade.

Várias políticas ambientais foram implementadas em todo o mundo para reverter esse fato. O governo brasileiro, por exemplo, reduziu em 31% o consumo de CFC, entre os anos de 1988 e 1995, e parece que os resultados dessas políticas já são notados. A Organização Mundial de Meteorologia das Nações Unidas registrou uma diminuição dos gases nocivos na atmosfera, exceto o brometo de metila. O buraco da camada de ozônio, no entanto, continua aumentando e só deve estar recuperada na metade do século XXI. Mas isto se forem respeitadas todas a metas do Protocolo de Montreal, assinado em 1987 no Canadá, onde 24 países se comprometeram, entre outras coisas, a restringir à metade a produção de CFC até o presente ano.

Destruição das Florestas

Muitos são os motivos que levam o homem a destruir suas florestas. Derrubam árvores para obter celulose, utilizada na fabricação de papel, ou para abrir espaço para estradas, cidades, túneis. Praticam o desmatamento para extrair lenha ou para praticarem agricultura. Este foi o caso da mata Atlântica no Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais e São Paulo: a rica floresta tropical foi derrubada para dar lugar à plantação de café.

Um hábito que vem diminuindo progressivamente, embora ainda praticado, são as queimadas. Todo ano, cerca de 170 mil Km2 de mata simplesmente desaparecem, sendo a principal forma de desmatamento as queimadas de grandes áreas para o cultivo da agricultura e a prática da pecuária.  Alguns agricultores acreditam que, entre uma safra e outra, a queimada das plantas antigas favoreça o solo para as novas. Sem piedade, queimam a floresta para iniciarem o cultivo e repetem o procedimento sempre que vão reiniciar um plantio. Além de destruir florestas e lares de muitos animais pequenos, empobrecem o solo e ainda poluem o ar! A longo prazo e, quando muito extensas, as queimadas e os desmatamentos podem causar alterações climáticas, hidrográficas e na biodiversidade da região.

A comercialização da madeira, a expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e o extrativismo de interesse econômico são outros importantes motivos que levam à devastação.

O desmatamento em grande escala já chega a 46% das matas primitivas da terra. Dos 62.200.000 Km2 de florestas originais, somente 33.400.000 ainda cobrem a superfície do planeta.

A solução para estes problemas é uma política de esclarecimento desde a infância. Para os casos em que é imprescindível a extração, há a possibilidade de replantio constante. E, onde a mata já está destruída, pode-se fazer um reflorestamento, como foi feito na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o recordista no mundo em desmatamento, sendo derrubados anualmente na Amazônia em torno de 15 mil Km2 de floresta.

O Efeito estufa

Efeito estufa é uma condição natural do nosso planeta. É através dele que a temperatura média da superfície do planeta se mantém adequada à vida, pois os gases presentes na atmosfera retêm o calor que a Terra emite e deixam passar a radiação solar. Sem o efeito estufa, a Terra teria uma temperatura média de 18oC abaixo de zero!

O problema não está no efeito estufa em si, mas na sua intensificação, o que aumentaria a temperatura do planeta. Isto seria por causa da grande concentração de gases provenientes das indústrias e veículos. Os gases acumulados não deixam que os raios de sol que penetram na atmosfera terrestre voltem para o espaço.

A forma como o efeito estufa se manifestará no futuro ainda é imprevisível. A longo prazo, o superaquecimento do planeta pode causar muitos problemas ambientais, como tufões, furacões e enchentes, em conseqüência do derretimento das geleiras e do aumento da evaporação da água. Deve atingir também a fauna, pois algumas espécies de animais não se adaptam a temperaturas elevadas, e comprometer ecossistemas, especialmente os mangues, mais sensíveis a alterações no nível do mar. Além disso, as altas temperaturas combinadas com um regime escasso de chuva podem levar à redução da umidade do solo e a limitações na produtividade agrícola.

A crescente pressão da opinião pública em favor da preservação ambiental tem levado várias empresas a adotar medidas para que seus produtos ou atividades contribuam com o esforço mundial de redução das emissões de gases.

Poluição

Poluição do ar, das águas, do solo, sonora, diversas designações para um único problema: a interferência negativa do homem no equilíbrio ambiental, quando exerce suas atividades cotidianas em casa, no trabalho, em todo o lugar, enfim. A emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos em quantidade acima da capacidade humana de absorção é o que chamamos de poluição.

Exemplo de poluição do ar: indústrias químicas e siderúrgicas lançando na atmosfera óxidos sulfúricos e nitrogenados e enxofre.

Poluição das águas: o esgoto que suja rios, lagos e áreas de mananciais. De acordo com a ONU, dois terços da humanidade podem vir a passar sede, em menos de 30 anos.

Poluição do solo: causada pelo acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal. Uma solução viável para esse tipo de poluição seria a prática da reciclagem do lixo.

Poluição sonora: barulho dos carros. Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. O máximo tolerável é 85 decibéis.

Convenção sobre a mudança do clima

No Protocolo de Kyoto, assinado em 1992, os países industrializados se comprometeram a reduzir até o ano 2000 suas emissões de dióxido de carbono para os níveis encontrados no ano de 1990, a fim de não modificar ainda mais o já alterado clima do planeta. Em seu processo de revisão e atualização, essa convenção sofreu uma retificação, em 1997, em Kyoto, no Japão, e por isso ela ficou conhecida como Protocolo de Kyoto. Nessa ocasião, ficou decidido que os países que aderiram reduziriam suas emissões, combinadas de gases de efeito estufa, em pelo menos 5%, entre os anos de 2008 e 2012.

Aberto para assinaturas a partir de 1998, com adesão de cerca de 180 países, esse acordo ainda não foi assinado pelos EUA, país responsável por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono na atmosfera.

Cidades: as mais poluídas

Atenas (Grécia), Bancoc (Tailândia), Budapeste (Hungria), Buenos Aires (Argentina), Cairo (Egito), Calcutá (Índia), Cidade do México (México), Cracóvia (Polônia), Jacarta (Indonésia), Karachi (Paquistão), Londres (Reino Unido), Los Angeles (EUA), Manila (Filipinas), Moscou (Federação Russa), Mumbai (Índia), Nova Déli (Índia), Nova York (EUA), Pequim (China), Rio de Janeiro (Brasil), Santiago (Chile), São Paulo (Brasil), Seul (Coréia do Sul), Tóquio (Japão), Xangai (China).  

Todas pesquisas sobre o assunto foram retiradas da internet nos links abaixo:
http://www.fumdham.org.br/
http://www.greenpeace.org.br/
http://www.planetaterra.org.br/
http://www.ambientebrasil.com.br/
http://www.achetudoeregiao.com.br/
http://www.sosmatatlantica.org.br/
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/
http://www.jornaldomeioambiente.com.br/
http://www.terra.com.br/planetanaweb/capa.htm
http://www.canalkids.com.br/meioambiente/index.htm
http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=27&rv=Direito
http://www.escolavesper.com.br/Terra_caracteristicas.htm